No âmbito do Programa ECO.AP 2030, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa concluiu recentemente a ampliação da sua central fotovoltaica e da capacidade de armazenamento de energia, uma medida estruturante de energia renovável iniciada em 2019, implementada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e integrada no respetivo Plano de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030.
A intervenção incluiu:
- Instalação adicional de 106 coletores solares de 720 Wp;
- Instalação de 2 inversores de 50 kW;
- Instalação de um módulo de baterias com capacidade de 70 kWh.
A medida, financiada através do PRR, representou um investimento de 173.000 €.
A implementação desta solução permitiu alcançar:
- Produção de energia renovável de 129.000 kWh/ano;
- Redução de custos de energia em 20.640 €/ano;
- Redução de emissão e Gases com Efeito de Estufa em 32,25 toneladas equivalentes de CO₂/ano;
- Economia global de energia de 15,2%.
A medida apresenta ainda um período de retorno simples de 8,4 anos, evidenciando o contributo da aposta em soluções de energia renovável para uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos públicos.
Além da redução das emissões e dos custos com a energia, esta intervenção contribui para reforçar a autonomia energética da instituição, aumentar a resiliência das infraestruturas e acelerar a integração de fontes de energia renovável no setor público, em alinhamento com os objetivos nacionais de transição energética e descarbonização.
O exemplo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa demonstra como a integração de soluções de produção de energia renovável e armazenamento de energia pode gerar impactos positivos ao nível ambiental, económico e operacional, reforçando o papel da Administração Pública na transição energética e na prossecução dos objetivos do Programa ECO.AP 2030.